América do Norte, Califórnia, Estados Unidos

PACIFIC CREST TRAIL – nosso pedacinho deste longo caminho

Em 2019 decidimos caminhar um pedacinho da Pacific Crest Trail, uma longa trilha de 4200 km, que percorre a costa oeste norte-americana, indo do México (milha 0) ao Canadá (milha 2659). Esta trilha ficou popular após ser retratada no filme “Wild”, traduzido como “Livre” no Brasil.

Nosso planejamento inicial era percorrer um trecho, na Califórnia, desde Tehachapi Pass (no final do deserto) até a fronteira com o Oregon, passando pela clássica John Muir Trail, na Sierra Nevada, que dizem ser a região mais bonita da PCT. Mas nem sempre o planejado sai conforme o esperado.

Este post é um resumo de nossa caminhada e está organizado na seguinte ordem:

  1. A trilha
  2. Nossa caminhada
  3. Animais
  4. Reabastecimento
  5. Hospedagem
  6. Restaurantes
  7. Correio
  8. Transporte
  9. Dicas
  10. Apoio

Entendendo a trilha

O maior desejo de quem se aventura na PCT é completá-la 100%. Quem consegue essa façanha no intervalo de 1 ano é reconhecido como thru hiker.

Mas também é possível ser um section hiker, e conhecer somente uma parte da PCT, que é o nosso caso.

Independente da classificação dos usuários desta trilha, é obrigatório a solicitação de uma permissão para caminhar mais de 500 milhas no mesmo sentido, diretamente no site da Pacific Crest Trail Association. Vale observar que as regras podem mudar, então vale a pena sempre conferir as informações oficiais no www.pcta.org.

Para os thru hikers, os permits com início no México começam a ser liberados por volta de outubro, para início em março/abril/maio. Os thru-hikers precisam se programar com antecedência, pois os permits para completar 100% a PCT acabam muito rápido. Para os demais itinerários, que foi o nosso caso, os permits começam a ser liberados por volta de janeiro. Solicitamos nosso permit em março para começar em maio, e não tivemos problemas.

A Pacific Crest Trail é dividida em 5 partes:

  1. Sul da Califórnia ou deserto
  2. Centro da Califórnia ou Sierra Nevada
  3. Norte da Califórnia
  4. Oregon
  5. Washington

Abaixo seguem as divisões da PCT e os trechos que percorremos. Observe o sentido das setas, foi neste sentido que caminhamos.

1. Sul da Califórnia ou deserto

  • México (0 mi) – Big Bear (278 mi): não caminhamos
  • Big Bear (278 mi) ← Silverwood (329 mi): nosso trecho 6
  • Silverwood (329 mi) – Wrightwood (369 mi): não caminhamos
  • Wrightwood (369 mi) ← Agua Dulce (454 mi): nosso trecho 5
  • Agua Dulce (454 mi) ← Green Valley (478 mi): nosso trecho 4
  • Green Valley (478 mi) ← Hiker Town (518 mi): nosso trecho 3
  • Hiker Town (518 mi) ← Tehachapi Pass (566 mi): nosso trecho 2
  • Tehachapi Pass (566 mi) → Walker Pass (652 mi): nosso trecho 1
  • Walker Pass (652 mi) → Kennedy Meadows (702 mi): nosso trecho 7

2. Centro da Califórnia ou Sierra Nevada

  • Kennedy Meadows (702 mi) → Horseshoe Meadow (745 mi): nosso trecho 8
  • Horseshoe Meadow (745 mi) ← Keasarge Pass (789 mi): nosso trecho 20
  • Keasarge Pass (789 mi) ← Vermilion Valley Resort (879 mi): nosso trecho 19
  • Vermilion Valley Resort (879 mi) ← Devils Postpile National Monument (907 mi): nosso trecho 18
  • Devils Postpile (907 mi) ← Tuolomne Meadows (942 mi): nosso trecho 17
  • Tuolomne Meadows (942 mi) ← Sonora Pass, Kennedy Meadows North (1017 mi): nosso trecho 16
  • Sonora Pass, Kennedy Meadows North (1017 mi) ← Echo Summit, South Lake Tahoe (1090 mi): nosso trecho 15
  • Hwy 50, South Lake Tahoe (1091 mi) ← Hwy 40, Truckee (1153 mi): nosso trecho 14
  • Hwy 40, Truckee (1153 mi) – Hwy 80, Truckee (1157 mi): não caminhamos
  • Hwy 80, Truckee (1157 mi) ← Sierra City (1195 mi): nosso trecho 13

3. Norte da Califórnia

  • Sierra City (1195 mi) ← Bucks Lake Road – Quincy (1265 mi): nosso trecho 12
  • Bucks Lake Road – Quincy (1265 mi) – Chester (1329 mi): não caminhamos
  • Chester (1329 mi) ← Old Station (1375 mi): nosso trecho 11
  • Old Station (1375 mi) – Burney Falls (1417 mi): não caminhamos
  • Burney Falls (1417 mi) ← Castella (1499 mi): nosso trecho 10
  • Castella (1499 mi) ← Sawyers Bar Road, Etna (1597 mi): nosso trecho 9
  • Sawyers Bar Road, Etna (1597 mi) – Oregon (1690 mi): não caminhamos

4. Oregon

  • Oregon (1690 mi) – Washington (2144 mi): não caminhamos

5. Washington

  • Washington (2144 mi) – Manning Park (2659 mi): não caminhamos

Completamos cerca de 45% dos 4200 km da PCT, e caminhamos somente no estado da Califórnia. A trilha é muito fácil de caminhar, sem grandes obstáculos, somente com uma ou outra árvore caída e sem escalaminhadas. O trecho mais difícil é a Sierra Nevada, devido aos intermináveis sobe-e-desce, ao frio, à dificuldade de reabastecimento, e dependendo da época à neve e ao volume de água dos rios.

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Nossa caminhada

Abaixo segue mapa com os pontos onde dormimos durante nossa Pacific Crest Trail:

Começamos a caminhada no Sul da Califórnia, também conhecido como deserto, no dia 14 de maio de 2019, em Tehachapi Pass. Em nosso primeiro trecho caminhamos, sentido norte, longos 141 km e 8 dias, com pouca água disponível no caminho. Foi um trecho bem árido. E é exatamente o mesmo trecho inicial que começa o hiking do livro Wild:

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área desértica do Kiavah Wilderness

Ao norte, logo após este trecho, depois de Walker Pass, começa o tão almejado trecho da Sierra Nevada.

Porém no inverno de 2019, nevou muito na área central da Califórnia, e em maio ainda havia muita neve em Sierra Nevada, dificultando a caminhada nesta etapa. Por esse motivo, depois de nosso primeiro trecho, mudamos o sentido para Sul. Nossa estratégia era “enrolar” no deserto até a neve derreter um pouco em Sierra Nevada, para depois voltarmos ao nosso plano original.

Assim seguimos para o nosso segundo trecho, sentido Sul por 77 km e 5 dias, passando por um gigante parque eólico.

Já tínhamos nos impressionados com os eólicos brasileiros do Ceará, mas o Tehachapi Wind Farm é muito mais impressionante. Nunca vimos tantos eólicos juntos em nossas vidas.

Parque Eólico Tehachapi

Seguimos na mesma direção, sentido Sul, por mais 15 dias e 241 km, até a cidade de Wrightwood. Passamos por:

Nesses 15 dias vimos belas paisagens, mas sempre as mesmas belas paisagens, passo após passo, km após km, dia após dia. Essa bela monotonia somada com o calor, permitiu que o tédio se aproximasse de nós. O tédio foi interrompido algumas vezes, principalmente pelos amáveis trail angels que encontramos, com destaque para os acolhedores Casa de Luna e Hikers Heaven.

No quinto trecho destacamos o cume do Mount Baden-Powell. Um lugar que resume o que vimos nesses 241 km, floresta de um lado e deserto no outro.

vista para as montanhas no Mount Baden-Powell
vista do deserto ao fundo, no Mount Baden-Powell

Quando chegamos em Wrightwood, ficamos na casa de Greg e Anitta, um casal de Trail Angels muito simpático. Conversando com eles decidimos pular a próxima etapa, Cajon Pass, que é um lugar de calor infernal. Era 16 de junho e o verão batia em nossas portas.

Gentilmente Greg nos levou até Silverwood Lake, onde conseguimos suportar o calor por mais 6 dias e 85 km do trecho abaixo:

No meio do trecho 6, tivemos a ajuda do Deep Creek Hot Spring para nos refrescar. Foi como uma miragem no deserto. Uma imensa piscina natural de água fria, rodeada por várias “banheiras” de águas termais bem quentes. E ainda tem uma praia de areia, com sombra, para acampar. E outro diferencial deste lugar é o nudismo. Um monte de gente pelada que vai passar o dia por lá, misturada com os thru hikers sujinhos….

Deep Creek Hot Spring

Quando começou de fato o verão, as altas temperaturas deixaram a caminhada no Sul da Califórnia insuportável, o que nos fez sair de lá.

Em uma mistura de ônibus e trem voltamos para o Walker Pass, onde havíamos terminado o trecho 1. No dia 26 de junho retomamos a caminhada para o norte, com 153 km, 11 dias e 2 trechos:

Aos poucos a vegetação foi mudando e percebemos que o deserto havia ficado para trás.

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aproximando de Sierra Nevada

Chegamos assim, no dia 06 de julho, no começo da Sierra Nevada, na cidade de Lone Pine.

Neste momento a neve já havia derretido bastante, mas os rios em Sierra estavam bem cheios, tornando o cruzamento dos mesmos perigoso.

Então mais uma vez mudamos nossos planos. Em um longo e caro trajeto de ônibus, fomos de Lone Pine até Etna, ao norte da Califórnia. E de lá, seguimos caminhando rumo Sul, com o objetivo de chegarmos até Lone Pine novamente.

O próximo trecho de 158 km e 9 dias, nosso 9° trecho, foi o nosso primeiro trecho realmente prazeroso da Pacific Crest Trail. Também foi nosso trecho mais longo.

Foi lá que conhecemos, de longe no horizonte, o grandioso e nevado Mount Shasta, que nos acompanhou todo o caminho, junto com graciosos lagos.

Mount Shasta ao fundo

O que é bom dura pouco… Caminhando dentro da floresta, sem lagos e com raros momentos de paisagens, os 132 km e 8 dias de nosso 10° trecho foi eleito o mais entediante de todos. Nem tudo são flores…

Depois da chatice do 10° trecho decidimos pular um pedaço da PCT, que tinha grande potencial de ser outro trecho chato. Com ajuda de formidáveis caronas fomos para os próximos 74 km e 4 dias de nosso 11° trecho, onde caminhamos pelo Lassen Volcanic National Forest. Neste parque, foi bem bacana presenciar a atividade vulcânica através do Boiling Springs Lake e o Terminal Geyser.

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Terminal Geyser no Lassen Volcanic National Park

E então ela chegou! No dia 07 de agosto, no final do trecho 12, entramos no Tahoe National Forest, a primeira floresta ao norte da tão aguardada Sierra Nevada. Foram 2 trechos muito bonitos nesta floresta. Sentimos que a diversão iria começar para valer!

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Nadando no Paradise Lake (Tahoe National Forest)

Continuamos perseguindo o “Tahoe”, e nos trechos 14 e 15 caminhamos um pedaço da bela Tahoe Rim Trail, uma trilha 266 km dos Estados Unidos. Acampar nos lagos Fontanillis e Aloha foi inesquecível, e diria que um dos melhores momentos de nossa Pacific Crest Trail.

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apreciando o amanhecer no Aloha Lake (Tahoe Rim Trail)

A partir de então, em nosso 16° trecho, entramos no filé mignon da PCT. Tudo começa quando entramos em um dos mais famosos parques nacionais dos Estados Unidos, o Yosemite National Park.

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Queda dágua no Glen Aulin Campground (Yosemite National Park)

E o que já estava bom só poderia melhorar quando, enfim, no dia 07 de setembro, entramos na tão sonhada John Muir Trail.

A John Muir Trail é uma das trilhas mais famosas dos Estados Unidos, com 340 km passando por 2 florestas nacionais (Inyo e Sierra) e 3 parques nacionais (Yosemite, Kings Canyon e Sequoia). Boa parte da JMT se sobrepõe à Pacific Crest Trail, o que nos possibilitou conhecer quase 300 km dela.

Nossos primeiros passos nesta emblemática trilha foram nos 114 km e 6 dias, dos trechos 17 e 18. Nos deparamos com inesquecíveis cenários de lagos e paredões rochosos nevados ao fundo, como o belíssimo Thousand Island Lake. Realmente foi de tirar o fôlego. No trecho 17, também foram nossos últimos passos no Yosemite National Park.

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Thousand Island Lake

Além dos belos lagos, os inúmeros e belos passos de montanha do Kings Canyon National Park nos fazem querer sempre mais. É muita paisagem para somente dois olhos! Assim continuamos seguindo na John Muir Trail por mais 10 dias e 162 km, no trecho 19.

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Pinchot Pass

E na última semana de setembro de 2019, finalizamos 5 meses de nossa intensa e inesquecível caminhada pela Pacific Crest Trail, no topo dos Estados Unidos, ou quase no topo. Em nosso 20° trecho passamos pelo cume do Mount Whitney, a montanha mais alta dos Estados Unidos fora do Alasca e Havaí. Top, top, top!!!

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Vista do Mount Whitney
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cume do Mount Whitney

Há melhor modo de finalizar essa trilha?

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Animais

Além das paisagens, os animais que encontramos na natureza fazem toda a diferença. Podem tornar um dia sem graça, em um dia fabuloso.

Encontramos alguns animais na Pacific Crest Trail. O mais impressionante de todos, não conseguimos registrar digitalmente, mas nossa memória jamais irá esquecer nosso primeiro encontro com um urso… Encontramos ele ainda no deserto da Califórnia. E ficamos sem entender como aquele bicho peludo estava suportando aquele calor infernal.

Outros animais são mais fáceis de serem fotografados, como os tranquilos veados. Encontramos vários no Shasta-Trinity National Forest e na John Muir Trail.

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veado
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veados com chifres na John Muir Trail

No Inyo National Forest (trecho 8), várias marmotas cruzaram a trilha. Foi o maior número de animais que vimos de uma vez. Apesar de todos fugirem de nós, conseguimos captar alguma imagem.

Roedor
marmota

Os pássaros azuis também nos encantaram. Conseguimos identificar dois: California Scrub-Jay e Steller’s Jay Bird.

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California Scrub-Jay
Bird 1
Steller’s Jay Bird

O House Finch, esse pássaro de cabeça rosada, também nos chamou atenção durante nossas andanças no Tahoe National Forest.

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Ainda no Tahoe National Forest tivemos o privilégio de caminhar um trecho da PCT junto com milhares de borboletas. Era a migração das Painted Ladie Butterflies.

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Painted Ladie Butterflies

E as cobras… Não podemos descuidar de nossas pisadas para não tropeçar neste réptil.

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cobra cascavel

Sem falar nos simpáticos esquilos, que apesar de estarem presentes em toda a trilha, são bem difíceis de serem fotografados.

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Reabastecimento

Entre nossos trechos sempre nos reabastecemos em mercados, sejam eles grandes ou pequenos. Abaixo segue o custo médio individual de comida para 1 dia de trilha, em algumas cidades que passamos.

Supermercados

  • Bakersfield, mercado Walmart: $USD 7 ($BRL 28)
  • Burney, Truckee e South Lake Tahoe, mercado Safeway: $USD 7 a 8 ($BRL 28 a 32)

Mercados médios

  • Agua Dulce e Wrightwood: $USD 8 a 9 ($BRL 32 a 34)

Mercados pequenos

  • Hiker Town e Sierra City: $USD 10 ($BRL 40)
  • Green Valley : $USD 13 ($BRL 52)

Vale a pena adquirir o cartão de desconto do mercado Safeway. Encontramos este mercado em várias cidades durante a PCT.

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Hospedagem

Não preciso dizer que a hospedagem mais econômica é o camping selvagem na trilha. Há quem passe na cidade somente para comprar comida e voltar no mesmo dia para caminhar. Mas será impossível manter essa rotina por toda a Pacific Crest Trail.

Particularmente, nós sempre ficamos uma noite em cada cidade por onde passamos, o que tornou a hospedagem nossa maior despesa durante nossos cinco meses nos Estados Unidos.

Dormimos em motéis, hotéis, hostel, campings pagos, ranchos, igrejas e casa de trail angels. Aliás vale informar que motel nos Estados Unidos não é a mesma coisa que o motel do Brasil. Os motéis norte americanos são uma opção mais barata e simples que os hotéis. A porta dos quartos dão para o exterior, ficam na beira de estradas e é projetado para os viajantes.

Somente uma vez providenciamos um camping selvagem ao lado da cidade. Estávamos em Quincy e tudo era absurdamente caro para nossos bolsos. Acabamos apelando naquela noite, e acampamos próximos a um campo de futebol. Me senti uma verdadeira sem-teto naquela noite.

Abaixo seguem alguns custos de hospedagem que tivemos no caminho, conforme o câmbio que fizemos naquele momento:

Doações e Gratuitos

  • Casa de Luna, em Green Valley: camping em casa de Trail Angel
  • Hiker Heaven, em Agua Dulce: camping em casa de Trail Angel
  • casa de Greg e Anita, em Wrightwood: hospedagem em casa de Trail Angel
  • Etna Park: camping no parque da cidade Etna
  • igreja Sierra City: camping atrás da igreja da cidade

Até $USD 40

  • Camping Acton, no Sul da Califórnia, camping diária casal: $USD 30 ($BRL 120)
  • Hikertown, no Sul da Califórnia, diária quarto casal, banheiro compartilhado: $USD 35 ($BRL 143)
  • Motel 6, em Ridgecrest, diária casal: $USD 40 ($BRL 170)
  • Ecno Lodge, em Bakersfield, diária casal: $USD 40 ($BRL 170)

$USD 50 até $USD 70

  • Travel Inn, em South Lake Tahoe, diária casal: $USD 54 ($BRL 211)
  • The Robinhood Resort, em Big Bear, diária casal: $USD 65 ($BRL 260)
  • Shasta Pines Motel, em Burney, diária casal: $USD 66 ($BRL 264)
  • Selena Motel, em Chester, diária casal: $USD 68 ($BRL 268)

Acima de $USD 80

  • Dow Villa Motel, em Lone Pine, diária casal: $USD 80 ($BRL 319)
  • El Rancho, em Bishop, diária casal: $USD 100 ($BRL 394)
  • Motel 6, em Mammoth Lakes, diária casal: $USD 103 ($BRL 406)

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Restaurantes

Definitivamente a comida nos Estados Unidos não é lá aquela coisa. Há muita opção de fast food, e os restaurantes com comida de verdade tinham um preço mais salgado. Abaixo seguem alguns custos gastos que tivemos em restaurantes:

Fast Food

  • Subway, sanduíche de 30 cm, em Ridgecrest: $USD 7 ($BRL 30)

Restaurantes locais

  • Frango teryaki individual, em Bakersfield: $USD 8 ($BRL 31)
  • Double cheese burger, em Hiker Town: $USD 11 ($BRL 46)
  • Restaurante Mexicano em Agua Dulce, prato individual: $USD 21 ($BRL 84)

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Correio

Uma informação importante para compartilhar é sobre o uso do Correio. É possível enviar encomendas em seu nome para várias agências do correio. Para isso é necessário inserir no pacote a descrição “General Delivery”, e no nosso caso também é recomendável descrever “PCT hiker”.

Comprei uma jaqueta impermeável online na loja REI, e mandei entregar no correio de Wrightwood. Porém, no pacote não estava discriminado “General Delivery, PCT hiker” e o pacote foi extraviado. Não envie nada sem a denominação “General Delivery, PCT hiker”. Entrei em contato com a REI e eles devolveram meu dinheiro. Posteriormente comprei outra jaqueta, enviei para o Post Office de Lone Pine e deu tudo certo.

Recomendo compras online da REI e do Walmart. São confiáveis e reembolsam os clientes perante qualquer problema ou defeito.

Também aproveitamos o correio e enviamos várias peças de roupa extras de uma agência para outra.

Alguns hikers utilizam esse serviço para enviar comida. Fizemos isso somente uma vez, mas na prática vimos que foi desnecessário. Era possível nos abastecer nos mercadinhos por onde passamos.

Seguem alguns custos com o Correio:

  • Taxa de armazenamento de caixas, Kennedy Meadows, custo para cada Bear Canister: $USD 6 ($BRL 26)
  • Correio de Bakersfield para Kennedy Meadows General Store, envio de 2 Bear Canisters com comida, total 5,4 kg: $USD 28 ($BRL 115)
  • Correio de Wrightwood para Big Bear Lake Post Office, envio de roupas extras, total 2,3 kg: $USD 11 ($BRL 42)

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Transporte

O ônibus nos EUA é muito caro. Financeiramente, o ideal é caminhar toda a Pacific Crest Trail sem pular nenhuma etapa, ou quando decidir pular, usar somente caronas como meio de transporte.

Nós pulamos um longo trecho da PCT e seria muito complexo tentarmos nos locomover de carona, então pagamos caríssimo esse deslocamento em ônibus. De Lone Pine até Etna desembolsamos o equivalente a R$ 835 cada um. Caríssimo!!!

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Dicas

  • Há alguns aplicativos de celular da Pacific Crest Trail. Nós usamos o gratuito. Importante iniciar o download do app gratuito, pelo menos uma semana antes de iniciar a trilha. É muito demorado o download completo. Com ele é possível se planejar e navegar pela trilha.
  • Muitos locais de acampamento não estão apontados nos aplicativos. Normalmente sempre há um local para armar a barraca perto de estradas.
  • Se tiver Facebook, entre no Pacific Crest Trail Class do ano atual. Há várias informações sobre as condições da trilha e também é possível pedir carona.
  • Outro modo de se planejar é pelo site http://www.pctplanner.com
  • Também é possível baixar o tracklog de toda a trilha em https://www.pctmap.net/gps/
  • Atualize o Water Report (https://pctwater.com/) sempre que tiver internet e faça o planejamento conforme o fluxo de água. Isso é vital no Sul da Califórnia.
  • A Pacific Crest Trail é o habitat de ursos. Pendure sua comida em árvores ou use o Bear Canister para guardar tudo que tem cheiro, inclusive pasta de dente. E não deixe sua mochila com comida largada sozinha em nenhum momento. Nem para ir ao banheiro. Um guarda parque nos falou que um hiker, que foi ao “banheiro”, teve sua mochila roubada por um urso, e a mochila foi encontrada um ano depois toda destruída.
  • Nos demais posts da PCT há outras dicas específicas de cada trecho. Não deixe de conferí-las.

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Considerações Finais

E para resumir, vou deixar o post final desta jornada de nosso Instagram:

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🇵🇷 Acabou!!! Não tem mais!!! Após intensos 5 meses caminhando, nos despedimos dos ESTADOS UNIDOS. . 🐷 Intensos para a maioria dos mortais. Mas comparados aos THRU-HIKERS, aqueles que percorrem todos os 4200 km da Pacific Crest Trail no mesmo ano, nós mal caminhamos. Aliás, conhecê-los foi um ponto marcante da viagem, principalmente para nossos narizes. Aquele odor característico jamais será esquecido! . 😇 Outras pessoas que nos impressionaram foram os TRAIL ANGELS. Era só colocar as mochilas, que nos transformávamos em pessoas especiais. Ganhamos comida, bebida, carona, hospedagem, em troca de um simples bate-papo. Nunca vi tanta hospitalidade e generosidade. Não é à toa que são reconhecidos como Trail Angels! . 👒 E claro que a trilha deixou muitas lembranças. Além de conhecermos lugares realmente lindos, ficamos surpreendidos com a MANUTENÇÃO impecável e a boa sinalização durante o caminho. Como eles conseguem viabilizar uma trilha tão longa assim?!? É de tirar o chapéu! . 🐻 E os animais? Aves, marmotas, esquilos, borboletas, cobras, coelhos, veados e o URSO. Ah!… O urso! Meu coração bateu forte quando nossos olhares se encontraram. Sem conseguir um registro fotográfico, te levamos eternamente na memória. Infelizmente o Ramon leva somente sua bunda na memória. Quando ele te viu, você já estava fugindo. . 🏞 Mas se me perguntarem qual foi o melhor de tudo, para mim, Paula, foi caminhar pelo KINGS CANYON NATIONAL PARK, durante a John Muir Trail. Sem dúvidas esse lugar superou minhas expectativas. . 💕 A saudade já bate no coração, mas confessamos que o SAQUINHO estava bem cheio… Passou da hora de mudarmos a rotina! . #mochilaosabatico #mochilaopct19 #pacificcresttrail

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Apoio

Nesta exploração pela Pacific Crest Trail usamos camisetas e calças fornecidas pela UV.LINE.

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nós e a UV.LINE

Além da proteção solar, as roupas da UV.LINE são leves, duráveis e de secagem rápida.

Minhas luvas, minha primeira experiência com esta marca, já percorreram mais de 2300 km e meu legging, 1700 km. Depois de um dia caminhando e suando, as camisetas estão incrivelmente quase sem odor. E a calça do Ramon é perfeita para ele, com vários bolsos, super leve e ainda vira bermuda.

Já éramos clientes das roupas UV.LINE, e depois da experiência em usá-las diariamente, temos a certeza da ótima escolha que fizemos.

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Quer mais?

Nós, Paula Yamamura e Ramon Quevedo, estamos curtindo uma vida sabática desde 2017, focando no que mais gostamos de fazer: viajar trilhando.

Nos acompanhe também em:

2 comentários em “PACIFIC CREST TRAIL – nosso pedacinho deste longo caminho”

  1. Show!! Depois vou ler tudo com calma? Tem mta gente nesta trilha, pois estou querendo fazer umas trilhas mas, normalmente, vou sozinha, e penso que é melhor ter mais gente por lá (mais seguro, né?)? Nossa, fico com medo de topar com um urso. Socorro! rs

    Curtido por 1 pessoa

    1. Oi Patrícia! Tudo bem? Legal ver seus comentários por aqui. Vou tentar responder tudo.
      Na Pacific Crest Trail sempre encontrávamos pessoas na trilha e na hora de acampar. Achei bem seguro. A maioria faz a trilha sozinho e há muitas mulheres percorrendo a PCT. O maior problema da PCT é que os trechos são MUITO LONGOS. Se vc quer começar com calma, a PCT não é o melhor lugar (na minha opinião). Mas tem muita gente sem experiência que se aventura na PCT. É sem dúvidas uma experiência única.
      Acho que ver o urso foi o melhor momento desta viagem…kkkkk
      Abaixo tem o vídeo deste momento… O urso estava lá longeeeeee, mas a emoção foi forte.

      Curtir

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