PARQUE NACIONAL PERITO MORENO – 135 km em um dos parques mais remotos da Patagônia
O Parque Nacional Perito Moreno é um parque nacional localizado na região da Patagônia Argentina, na província de Santa Cruz. Criado em 1937, possui uma rede de trilhas de mais de 100 km com uma excelente infraestrutura de refúgios. E para ficar ainda melhor, é totalmente gratuito (em 2026).
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- Resumo
- Acesso
- Principais Atrativos
- Trilhas
- Algumas regras
- Pernoites
- Clima
- Custos
- Relato
- Outras trilhas
- Outras fontes
Resumo
No primeiro quadrimestre de 2026 viajamos novamente pela Cordilheira dos Andes. No 32° dia de nossa viagem estávamos em Chile Chico no Chile, quando iniciamos nosso planejamento para conhecermos o belissímo Parque Nacional Perito Moreno.
O acesso ao Parque Nacional Perito Moreno é complicado. Não há ônibus e os poucos veículos que visitavam o parque em 2026 tornavam a carona um grande desafio. Estávamos sonhando com o parque quando Peter e Lúcia apareceram de férias na região de Aysén no Chile, onde estávamos. Nos encontramos em pleno Carnaval de 2026 e decidimos nos juntar para irmos ao parque, rachando as despesas do transporte.
Além do desafio de transporte, também havia o desafio de reservas. Para dormir no parque nacional é necessário reservar todas as pernoites, mesmo se for acampar. E tudo isso teria que ser feito como estivéssemos na era pré-histórica: por e-mail. Em pleno Carnaval o desafio seria muito maior. Resumindo… não conseguimos reservar, mas decidimos ir assim mesmo e fazer o que fosse possível. E no final, deu tudo certo.
Segue abaixo um resumo de nossa caminhada:
- País: Argentina
- Região: Província Santa Cruz
- Localidade próxima: Gobernador Gregores
- Distância total: 135 km
- Duração: 12 dias
- Altitude mínima: 810 msnm
- Altitude máxima: 1150 msnm
- Realizado em: fevereiro de 2026
- Tracklog: Circuito Azara, Circuito Península, Circuito Río Lácteo,
- Previsão do tempo: Windguru
Você também poderá ver, em futuro não muito breve, nossa caminhada em nosso canal do YouTube.
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Acesso
O Parque Nacional Perito Moreno fica na província de Santa Cruz na Argentina, a 220 km a noroeste da cidade de Gobernador Gregores e a 320 km da cidade de Perito Moreno. Estas são as cidades mais próximas do parque com postos de gasolina, mercados, restaurantes e opções de hospedagem confiáveis. Outra localidade próxima ao norte é Bajo Caracoles (165 km, na RN 40), onde geralmente é possível encontrar combustível, alguns suprimentos e hospedagem.
Os últimos 90 km para acessar o parque são em estrada de terra pela ruta 37. Em velocidade média e com um veículo adequado, leva-se aproximadamente 4 horas e meia para chegar ao parque partindo de Perito Moreno e 3 horas partindo de Gobernador Gregores.
Uma vez dentro do parque, existem mais de 90 km de estradas entre os pontos de interesse e o início das trilhas. Não há comida, transporte público, nem combustível disponíveis dentro ou perto do parque. Portanto é altamente recomendável planejar bem a ida ao parque, levando combustível extra (para quem vai de carro) e comida.
Na prática há as seguintes opções para chegar ao parque:
- ir com carro próprio: vale comentar que apesar de ser indicado um veículo 4×4, eu vi veículos simples percorrendo o Parque Nacional Perito Moreno.
- alugar um carro: talvez saindo de El Calafate seja uma boa opção.
- pedir carona: chances mínimas de sucesso, já que a estrada que acessa o parque tem movimento quase nulo.
- contratar um transporte privado: foi nossa opção. No Instagram do Parque Nacional Perito Moreno há uma lista de “Transportistas Registrados” disponível no link da bio. Escolhemos a única com disponibilidade para nossas datas: Estancia La Oriental. A Estancia La Oriental é uma estancia privada que fica dentro do Parque Nacional.
- ir caminhando: acreditem! Fiquei sabendo de caminhantes chegando por lá. Um deles é o Emanuel Silveira do canal Longe da Rotina. Ele fez alguns vídeos mostrando sua jornada, na Playlist Patagônia Selvagem.
Abaixo descrevo como chegamos e saímos do Parque Nacional Perito Moreno.
Como chegamos
Tudo começou na cidade chilena Chile Chico, onde encontramos nossos amigos Peter e Lúcia. De lá cruzamos a fronteira com a Argentina a pé (não encontramos ninguém que nos levasse de carro), e chegamos na cidade argentina Los Antiguos.
Em Los Antiguos pegamos um ônibus noturno às 23 horas rumo à Gobernador Gregores, onde chegamos às 5 horas da madrugada. Na época, encontrei duas companhias de ônibus que faziam este trajeto: Chaltén Travel (a companhia que escolhemos) e a Taqsa. Vale observar que comprar as passagens pessoalmente no terminal de ônibus em Los Antiguos era mais barato que comprar pela Internet. Infelizmente compramos nossa passagem online quando ainda estávamos em Chile Chico, e por isso pagamos mais caro.
Em Gobernador Gregores ficamos esperando em um posto de gasolina até às 9 horas um transporte privado agendado previamente com a Estancia La Oriental. O ponto positivo deste posto é que eu consegui tomar um banho quente antes de nossa aventura começar.
Um pouco antes do transporte chegar, Peter descobriu que havia perdido as varetas da barraca. Por sorte a moça do transporte tinha uma barraca para alugar. Acabamos saindo por volta das 10 horas da manhã e chegamos no parque às 12h30min.
Como saímos
Para sairmos do Parque Nacional Perito Moreno nós contratamos novamente o serviço da Estancia La Oriental, que nos levou até a cidade Los Antiguos. A outra opção seria ir até Gobernador Gregores, e de lá pegar o ônibus da madrugada até Los Antiguos. Fizemos as contas e o custo de pagar o transporte direto para Los Antiguos compensava, principalmente para nós que estávamos rachando as despesas em quatro pessoas.
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Principais atrativos
Na minha opinião, os principais atrativos que presenciei foram: Cascada Azara, Cerro San Lorenzo e Lago Belgrano.
Cascada Azara

Disparada a paisagem mais linda que vi no parque 🤩. Se programe para pernoitar no refúgio Azara e assim ter a oportunidade de apreciar a cascada em dois dias. Se algum dia estiver com mau clima, você terá mais uma chance para ver esta linda imagem.
Monte San Lorenzo

Com seus 3706 metros de altitude, o Cerro ou Monte San Lorenzo é a montanha mais alta da Província de Santa Cruz na Argentina e uma das maiores da Patagônia. O único problema que encontramos para apreciá-lo foi o céu nublado que encobriu o Cerro San Lorenzo na maior parte do tempo. Dos doze dias que ficamos por lá, tivemos somente dois dias de Sol pleno, e em todos os outros dias as nuvens dominaram os picos das montanhas, incluindo o Monte San Lorenzo.
Lago Belgrano

O Lago Belgrano esteve presente em quase todos os nossos dias no Parque Nacional Perito Moreno. É um deslumbrante e imenso lago glacial de águas azul-turquesa e cor leitosa. Em vários momentos durante os Circuitos Azara e Penísula Belgrano tivemos a oportunidade de apreciá-lo.
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As trilhas

Há várias opções de trilhas no Parque Nacional Perito Moreno, sendo que as principais são:
- Circuito Azara: 52 km
- Circuito Península Belgrano: 17 km
- Circuito San Lorenzo ou Valle del Río Lácteo y Laguna de Los Témpanos: 17 km (só ida)
- Sendero Cerro Leon: 7 km (só ida)
As trilhas estão super bem demarcadas e devidamente sinalizadas. Acredito ser quase impossível se perder por lá.

Também achei as trilhas bem fáceis e quase planas. Cruzamos somente um rio, sem maiores complicações.
A altimetria dos Circuitos Azara e Penísula Belgrano variou entre entre 810 e 970 msnm. Já a trilha do Valle del Río Lácteo até a Laguna de Los Témpanos variou de 930 a 1145 msnm. Foi um sobe-e-desce bem suave, na minha opinião.
Para melhor aproveitamento do Parque Nacional Perito Moreno é recomendável usar um transporte veicular para ir de uma trilha a outra, pois as trilhas não são interligadas e estão distantes uma da outra por uma estrada quase deserta. A paisagem na estrada é bonita, mas sem água e local oficial para pernoitar no caminho.

Para ver as trilhas com mais detalhes do Parque Nacional Perito Moreno, acesse o site Trekking de los Lagos Escondidos (com tracklog) e o Instagram oficial do parque @parquenacionalperitomoreno.
Nós tivemos a oportunidade de percorremos os Circuitos Azara, Península Belgrano e Valle del Río Lácteo y Laguna de Los Témpanos. Utilizamos o transporte privado da Estancia La Oriental para irmos de uma trilha para outra. Para evitar carregar nossa comida todo o tempo, deixamos um estoque de nossa comida na Estancia e cada vez que encontrávamos o motorista, a gente se reabastecia de comida.
Segue abaixo o nosso percurso no mapa:
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Algumas regras
Vale listar algumas regras do Parque Nacional Perito Moreno que foram pertinentes para nós:
- É proibido acampar fora dos locais permitidos dentro do Parque Nacional Perito Moreno. Todos os locais de pernoite são delimitados e controlados pela administração do parque ou por fazendas privadas. As opções de hospedagem são limitadas e geralmente reservadas com semanas de antecedência.
- É obrigatório o registro no Centro de Informes Onelli para ingressar ao Parque Nacional Perito Moreno. É importante consultar o horário de funcionamento do Centro para evitar chegar fora do horário. Em 2026 o horário de funcionamento era das 9h00 às 21h00.
- O Parque Nacional Perito Moreno está aberto ao público de 1º de outubro a 30 de abril de cada ano.
- Apesar de ser bem convidativo, é proibido nadar em qualquer curso de água do parque.
- O lixo gerado pelos visitantes é de responsabilidade de cada um. No nosso caso deixamos nosso lixo com a Estancia La Oriental que o descartou adequadamente.
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Pernoites
Dentro do Parque Nacional Perito Moreno há uma rede maravilhosa de refúgios, domos e áreas de acampamento gratuitos. Como as vagas são limitadas é importante reservar todas as noites com antecedência. O grande problema desta reserva é o método, um tanto quanto antigo. A reserva em 2026 era realizada somente por e-mail ✉️.
Tentamos reservar com uma semana de antecedência, mas por azar estávamos em pleno Carnaval. Então o retorno no e-mail foi demorado e tivemos alguns questionamentos. Respondi os questionamentos e não obtive mais retorno. Sem as reservas confirmadas, decidimos tentar a sorte. Levamos nossas barracas, cruzamos os dedos e fomos para o Parque Nacional Perito Moreno sem nenhuma garantia. Como iríamos chegar fora de um feriado, as chances de conseguirmos pelo menos algum lugar para acampar eram boas.
A primeira parada no Parque Nacional Perito Moreno é na Oficina de Informes e Centro de Visitantes Onelli, onde as reservas são conferidas. No nosso caso, fizemos as reservas na hora com as super simpáticas guarda-parques. O atendimento foi excelente. Elas nos ajudaram com o roteiro enquanto nosso transporte ficou nos aguardando. Montamos nosso roteiro engoblando três trilhas, e para nossa sorte não precisamos acampar. Conseguimos nos hospedar nos refugios ou domos. O único problema foi que em somente um dia teríamos que caminhar 23 km, nos demais dias a caminhada não superou 13 km. Excelente!
Refúgios

Em 2026 havia 10 refúgios abertos para uso público no Parque Nacional Perito Moreno. Sendo que durante o dia qualquer um pode aproveitar a estrutura, e durante a noite somente é permitida a permanência de quem reservou. Em 2026 os refúgios estavam impecáveis. Super limpos e funcionais. Vale muito a pena desfrutá-los.
Há refúgios para 3 e 6 pessoas, sendo que os refúgios de 3 pessoas acomoda uma quarta pessoa que pode dormir no chão. Para cada pessoa há um colchonete disponível. Eu achei o colchonete muito duro e acabei usando meu isolante inflável por cima. Saco de dormir é obrigatório.

Em todos os refúgios havia uma mesa e uma estufa de lenha, para tornar a estadia mais confortável.

Tenho 3 recomendações sobre os refúgios:
Domos

Dormimos no domo por duas noites. Foi uma grata surpresa ter uma cama elástica de campanha, cadeira, mesa e um baú, este último foi muito útil para proteger a comida dos ratos. Sim, há ratos como em qualquer acampamento organizado na América do Sul.
Acampamentos

Nós não acampamos no Parque Nacional Perito Moreno, mas se for acampar, tenha em mente que a maioria do solo das áreas de acampamentos é em plataformas de madeira ou de pedrinhas de brita. A montagem de barracas não autoportantes pode ser mais desafiadora. Também vale observar que em sua maioria, as áreas de acampamento ficam em locais protegidos do vento.
Banheiros
Os banheiros estavam super limpos e bem cuidados. Eram todos banheiro secos.
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Clima
Na minha opinião, a melhor época para caminhar pelas trilhas nesta região é entre janeiro a março, quando não há neve e as temperaturas estão mais agradáveis. Em dezembro ainda há uma probabilidade de alguma trilha estar fechada, devido ao excesso de neve que sobrou da última nevasca. Em abril a temperatura começa a cair e a neve ressurge no cenário.
Vale observar que toda a região próxima do campo de gelo Sul e Norte da Patagônia tem um clima imprevisível, caracterizado principalmente pelas fortíssimas rajadas de ventos no verão.
Avaliando os sites Wheater Spark e Worldmeteo, em relação à Gobernador Gregores, uma cidade próxima, observa-se duas variantes importantes durante o ano: temperatura e neve. O período entre abril a outubro é o período mais frio e de neve, sendo o mês de julho o mais frio alcançando -2 °C. Os meses de temperaturas mais agradáveis são dezembro, janeiro e fevereiro onde as temperaturas variam na média entre 13 e 15 °C. Durante o ano inteiro, o tempo é de céu parcialmente encoberto e seco.

Em relação aos ventos, Gobernador Gregores tem variações sazonais não muito significativas ao longo do ano. Em dezembro, o mês mais ventoso, a velocidade dos ventos pode chegar a 29 km/h na cidade. O mês menos ventoso é junho com 22 km/h.
Durante o verão, o Sol estará presente em boa parte do dia, pois nessa época do ano os dias são mais longos, podendo a chegar a 16 horas e 10 minutos no dia 21 de dezembro.
Nossa trilha em fevereiro
Conseguimos aproveitar bem o Parque Nacional Perito Moreno na segunda quinzena de fevereiro. Tivemos dois dias de chuva, outros dois dias de céu limpo e os demais dias estavam parcialmente nublados. Infelizmente somente em um dia conseguimos ver o Cerro San Lorenzo, mas mesmo assim foi bem proveitoso.
🌬️ Ventou quase todos os dias com uma velocidade suportável, sendo que o horário crítico de ventos foi entre 14 e 19 horas. Também tivemos dois dias de ventos horrososos e cansativos.
A temperatura máxima foi de 17°C e a mínima de 1°C. Apesar de termos pego somente algumas horas de chuva na trilha, choveu e nevou nos picos das montanhas.
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Custos
A estadia e entrada no Parque Nacional Perito Moreno são totalmente gratuitos. Bom demais da conta! O nosso maior gasto ficou por conta do transporte.
Detalho abaixo alguns custos em pesos chilenos (CLP), pesos argentinos (ARS) e equivalentes em reais (BRL), conforme câmbio local e preço da época (fevereiro de 2026):
- Camping Hosteria de la Patagonia, em Chile Chico, diária individual: $CLP 10.000 ($BRL 62)
- Táxi, de Chile Chico até fronteira com Argentina, corrida para até 4 pessoas: $CLP 8.000 ($BRL 50)
- Mercado para 13 dias de trilha, individual: $BRL 627 → média diária de $BRL 48/pessoa
- Restaurante, em Los Antiguos, almoço individual: $ARS 26.150 ($BRL 101)
- Ônibus, de Los Antiguos a Gobernador Gregores, individual: $ARS 100.000 ($BRL 387)
No total gastamos $BRL 4.180 em todos os trechos do transporte Privado Estancia La Oriental dentro e fora do Parque Nacional Perito Moreno. O valor refere-se à corrida, que pode ser dividido para até 4 pessoas (capacidade do veículo). No nosso caso o custo individual do transporte ficou em $BRL 1045. Abaixo segue o detalhe de cada corrida para até 4 pessoas:
- de Governador Gregores até Onelli (entrada do Parque Nacional Perito Moreno): $ARS 250.000 ($BRL 968)
- de Onelli até Circuito Azara: $ARS 27.500 ($BRL 106)
- de Onelli até Estancia La Oriental: $ARS 20.000 ($BRL 77)
- de Estancia La Oriental até Circuito Península Belgrano: $ARS 40.000 ($BRL 155)
- de Circuito Península Belgrano até trilha Valle del Río Lácteo: $ARS 82.500 ($BRL 319)
- de trilha Valle del Río Lácteo até Onelli: $ARS 60.000 ($BRL 232)
- de Onelli até Los Antiguos: $ARS 600.000 ($BRL 2.322)
Cotação comercial em 19/02/2026:
$USD 1,00 = $BRL 5,21 = $CLP 865,02 = $ARS 1.390,47
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Relato
Fizemos a caminhada em 11 noites e 12 dias, como segue:
- Azara: Estacionamento Azara → Refugio Tucúquere (11 km)
- Azara: Refugio Tucúquere → Refugio Azara (13 km)
- Azara: Refugio Azara → Refugio La Angostura (9 km)
- Azara: Refugio La Angostura → Refugio René Negro (23 km)
- Azara: Refugio Rene Negro → Centro Operativo Onelli 🚙➝ Estancia La Oriental (13 km)
- Península: Estancia La Oriental 🚙➝ Estacionamento Península → Refugio Archipiélago (11 km)
- Península: Refugio Archipiélago ➝ Refugio Playa Quetro (9 km)
- Península: Refugio Playa Quetro ➝ Estacionamento Península 🚙➝ Estacionamento Lácteo ➝ Refugio Gilberto (9,5 km)
- Río Lácteo: Refugio Gilberto ➝ Domo Kris y Doug (12 km)
- Río Lácteo: Ataque Laguna de Los Témpanos (11 km)
- Río Lácteo: Domo Kris y Doug ➝ Refugio Gilberto (12 km)
- Río Lácteo: Refugio Gilberto ➝ Estacionamento Lácteo (0,5 km)
Circuito Azara
Dia 1: Estacionamento Azara (910 msnm) → Refugio Tucúquere (820 msnm)
| Distância Altitude mínima Altitude máxima |
11 km 810 metros 920 metros |
Quando chegamos na portaria do Parque Nacional ainda não tínhamos a confirmação de nossas reservas. Mas com muita sorte tudo foi resolvido com as simpáticas guarda-parques 🤠. Conseguimos agendar os três circuitos em refúgios e domos, e não seria necessário levar nossas barracas.
Nós levamos uma caixa de comida e perguntamos se poderíamos deixar as caixas no guarda-parque. Assim todo nosso excesso de peso ficaria por lá e a cada circuito passaríamos na portaria para nos reabastecermos. E elas aceitaram de boa. Posteriormente, no final do Circuito Azara achamos melhor terceirizar o nosso “guarda-volumes” para a Estancia La Oriental.
Ainda na recepção, limpamos nossas botas e bastões de trilha para evitar a contaminação por dínamo, uma praga de alga que infecta as águas de lagoas. E então seguimos com o transporte privado até o início do Circuito Azara.

O dia estava ventando demais. A trilha era bem fácil. Seguimos contornando o Lago Belgrano pelo seu lado sul. Ficamos brigando com o vento o tempo todo e estávamos cansados devido a viagem de ônibus. Pelo menos a paisagem nos animou, a cor do Lago Belgrano é belíssima, um azul bem clarinho e intenso.

Seguimos até chegarmos no refúgio Tucúquere. Havia várias pessoas próximas do refúgio. Nesta noite conseguimos a reserva para dormimos dentro do refúgio.
O refúgio é bem limpinho e tudo novo. Cabiam 4 pessoas, sendo que uma teria que dormir no chão. Peter se prontificou a dormir no chão e ninguém reclamou. O refúgio estava em um lugar bem abrigado. Havia algumas áreas de acampamento também.

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Dia 2: Refugio Tucúquere (820 msnm) → Refugio Azara (810 msnm)
| Distância Altitude mínima Altitude máxima |
13 km 810 metros 970 metros |
Na primeira parte da caminhada neste dia estávamos até que bem protegidos do vento. O dia também estava mais calmo que o dia anterior. As paisagens foram lindas durante todo o dia.
Logo de cara o Lago Belgrano nos apreciou com uma bela vista.

Passamos ao lado da Laguna Clara. E avistamos os vizinhos quase irmãos Cerros Áspero e Árido.


A cereja do bolo foi ver o Lago Belgrano se afinando na Cascada Azara. A cor daquela água era incrível. E a variação da tonalidade na confluência também era lindíssima. Muito bonito mesmo.

Depois das 14 horas a ventania deu uma piorada, e seguimos para o refúgio Azara. Era um refúgio maior, com cama para 6 pessoas. Por sorte não dividimos o refúgio com mais ninguém.

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Dia 3: Refugio Azara (810 msnm) → Refugio La Angostura (815 msnm)
| Distância Altitude mínima Altitude máxima |
9 km 940 metros 810 metros |
Acordei cedo e já fui dar uma olhada na Cascada Azara. Queria aproveitar o céu limpo para ver as montanhas nevadas que estavam encobertas pelas nuvens no dia anterior. Estava praticamente tudo visível. A cachoeira é lindíssima. Aproveitei sozinha o momento e depois fui chamar o restante da tropa que já tinha acordado.

Depois de todos curtirmos a paisagem, retornamos para o refúgio e tomamos café da manhã.
Saímos tarde e seguimos na trilha. Subimos um pouco e pegamos mais um desvio para ver um mirante da cachoeira Azara. O Sol estava mais intenso e a coloração da água estava mais incrível. Muito lindo.

O Cerro Cono ao fundo também era um destaque. Uma beleza natural diferente.

Seguimos contornando um braço do Lago Belgrano sempre com vista para o Cerro Árido.

Seguimos até o Refugio La Angostura, que fica quase na ponta norte daquele braço. Dia lindo. Tudo lindo.
No final do dia um grupo de 4 guarda-parques chegou no refúgio a barco. Estavam com roupas de neoprene bem grossas. Foram fazer manutenção da trilha e limpar o banheiro seco.

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Dia 4: Refugio La Angostura (815 msnm) → Refugio René Negro (820 msnm)
| Distância Altitude mínima Altitude máxima |
23 km 930 metros 810 metros |
Como o dia seria longo, acordamos cedo. Saímos do refúgio La Angostura e contornamos o Lago Belgrano pelo seu lado sul. O dia estava ótimo. Sem muito vento e ensolarado. Lindas vistas das montanhas nevadas e do Lago Belgrano.

Passamos pela Laguna Islote.

No meio do caminho paramos no refúgio Tucúquere para comermos um lanche. Infelizmente não conseguimos reservar este refúgio para esta noite, e tivemos que seguir.
Depois de Tucúquere repetimos o mesmo caminho do primeiro dia. Mas desta vez com paisagem, pois o dia estava muito melhor, com direito a encontro com guanaco e vista para nuvens lenticulares.


Próximo do final da trilha seguimos em uma bifurcação até o refúgio René Negro. Onde passamos a noite.
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Dia 5: René Negro (820 msnm) → Onelli (900 msnm) 🚙→ Estancia La Oriental (820 msnm)
| Distância Altitude mínima Altitude máxima |
13 km 815 metros 900 metros |
O dia era para ser curto. Eram menos de 3 km do refúgio René Negro até o estacionamento, onde combinamos com nosso transporte às 9 horas.

Chegamos pontualmente às 9 horas e o carro não estava lá. Estava ventando horrores. Esperamos 30 minutos e nada do carro. Decidimos seguir caminhando pelo caminho veicular de rípio.

O atrativo do dia foi passar ao lado das Lagunas del Mie onde flamingos se alimentavam. Um guanaco também fez pose para a foto.


Infelizmente nenhum carro passou por nós e não conseguimos carona. Não tínhamos planejado caminhar tanto neste dia. Tínhamos planejado um dia de descanso. E para piorar, o clima começou a mudar e uma nuvem negra se aproximou. Apertei o passo e consegui chegar no Centro Operativo Onelli antes da chuva. Ramon chegou junto. Peter e Lúcia demoraram mais um pouco e não conseguiram escapar da chuva. Foi o batismo de Lúcia na Patagônia.
No Centro Operativo os guarda-parques nos cederam um refúgio para prepararmos um lanche. Aproveitei o wi-fi para me comunicar com o transporte da Estancia La Oriental. Pediram mil desculpas pelo erro e nos ofereceram um tal de Dormis da Estancia para passarmos a noite. Achamos que seria uma boa e já imaginei um quarto privado bem confortável com lençóis brancos…
Logo o carro da Estancia La Oriental chegou. Reagendamos nossas reservas com a guarda-parque e partimos para a Estancia. Ao chegarmos na estância foi uma decepção. O Dormis era um quarto minúsculo com duas beliches. O refúgio comunitário com a cozinha era uma imundície. Seria muito melhor termos ficado em um refugio gratuito do parque… Mas fazer o quê… já estávamos lá. Pelo menos o chuveiro era bem quentinho.
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Circuito Península
Dia 6: Estancia La Oriental (820 msnm) 🚙→ Estacionamento Circuito Península (820 msnm) → Refugio Archipiélago (830 msnm)
| Distância Altitude mínima Altitude máxima |
11 km 820 metros 930 metros |
Saímos meio-dia da Estancia La Oriental. O carro nos deixou no estacionamento do Circuito Península Lago Belgrano. O dia estava perfeito, céu azul sem nenhuma nuvem no céu, e sem vento. Lindíssimo. Todas as montanhas estavam perfeitamente visíveis. O lago belíssimo.


Adentramos na península e uma montanha bem colorida surgiu atrás do lago, que desconfio ser o Cerro Gorra del Vasco.

A caminhada até o refúgio Archipiélago foi curta. O refúgio era espaçoso, acomodando 6 pessoas. A vista de dentro do refúgio estava espetacular, dava de frente para o lago com vistas para suas ilhotas e para a bela montanha colorida. Foi o refúgio com a vista mais bonita que conhecemos no parque.

Como o dia estava lindo e ainda era cedo, deixamos nossas mochilas no refúgio e fomos conhecer a laguna Pescado. Confesso que achei a caminhada meio sem graça, pois em sua maior parte não tivemos a vista para o Lago Belgrano. Mas mesmo assim valeu.

Dormimos sozinhos naquele lugar. Ninguém apareceu no refúgio e muito menos na área de acampamento próxima. E o melhor: nem precisava sair lá fora para ver a paisagem.

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Dia 7: Refugio Archipiélago (830 msnm) ➝ Refugio Playa Quetro (830 msnm)
| Distância Altitude mínima Altitude máxima |
9 km 815 metros 910 metros |
Continuamos a caminhada beirando o Lago Belgrano pelo lado oeste da península. A vista continuou linda com os Cerros Áspero e Árido sempre aparecendo. Dia bonito e um pouco mais quente que o dia anterior. No meio do caminho paramos no refúgio Dos Bahias para almoçarmos. Vimos somente três pessoas na trilha.

Seguimos até o refúgio Playa Quetro, outro refúgio com uma bonita vista. O único defeito era seu tamanho pequeno.

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Dia 8: Refugio Playa Quetro (830 msnm) ➝ Refugio Caleta Huala (820 msnm) ➝ Estacionamento Península (820 msnm)
| Distância Altitude mínima Altitude máxima |
9 km 810 metros 930 metros |
Antes de sairmos fomos verificar uma praia ao lado do refúgio Playa Quetro. Era uma praia de areia muito bonita com vista para as montanhas nevadas.

Logo cedo tivemos o privilégio de apreciarmos um arco-íris quase caindo no Lago Belgrano.

Seguimos rumo ao estacionamento. Cruzamos a península de oeste para leste. Apesar de não estarmos caminhando ao lado do lago, ainda tivemos vistas para as montanhas nevadas, e encontramos guanacos.

Passamos novamente pela Laguna Pescado e por algumas lagunas secas.


Avistamos novamente o Lago Belgrano. Decidimos descer para o refugio Caleta Huala para comer algo, e relaxamos até um pouco antes do horário combinado com o transporte La Oriental, que era às 15 horas.

Às 15 horas em ponto estávamos no estacionamento e chegamos junto com nosso transporte, que nos levou direto para nosso próximo e último circuito no Valle do Río Lácteo.
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Trilha Valle do Río Lácteo e Laguna de Los Témpanos / Circuito San Lorenzo
Dia 8: Estacionamento Lácteo (940 msnm) ➝ Refugio Gilberto (940 msnm)
| Distância Altitude mínima Altitude máxima |
0,5 km 940 metros 940 metros |
Após o carro nos buscar no estacionamento do Circuito Península, ele nos deixou às 16 horas no estacionamento do rio Lácteo. Do estacionamento caminhamos cerca de 500 metros até o Refugio Gilberto.

O refúgio Gilberto era um refúgio pequeno, mas acomodava 6 pessoas. Um pouco apertado mais mesmo assim confortável. Fica em um vale bem agradável.
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Dia 9: Refugio Gilberto (940 msmm) ➝ Domo Kris y Doug Tompkins (1010 msnm)
| Distância Altitude mínima Altitude máxima |
12 km 940 metros 1090 metros |
Saímos do refúgio Gilberto e seguimos pelo vale do rio Lácteo sentido norte. Logo no início da caminhada passamos por uma laguna com patinhos🦆.

Foi uma caminhada tranquila. Estávamos paralelos e um pouco acima do rio Lácteo. A vista era bonita, mas infelizmente estava nublado. Se o clima estivesse melhor, teríamos visto o Monte San Lorenzo, Cerro Hermoso e Cerro Penitentes. Mas não vimos nada, e para piorar choveu um pouco.

Depois de cerca 3,5 horas chegamos no refúgio Kris y Doug Tompkins, que estava ocupado. Esta seria a primeira noite que não tínhamos conseguido reservar um refúgio. Ao lado do refúgio Kris y Doug havia um refúgio antigo bem rústico, que aparentemente estava em uso pelos guarda-parques.
Ficamos nos Domos previamente agendados. Cada casal ficou em um domo, com direito à cadeira, mesa, colchonetes e camas de campanha. A noite foi bem fria.
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Dia 10: Domo Kris y Doug (1010 msnm) ➝ Laguna de Los Témpanos (1160 msnm) ➝ Domo Kris y Doug (1010 msnm)
| Distância Altitude mínima Altitude máxima |
11 km 1010 metros 1160 metros |
Neste dia fizemos um ataque à Laguna de los Témpanos. Como choveu a manhã inteira, deixamos o ataque para o período da tarde, onde a previsão do tempo do meu Garmin Messenger indicava céu limpo por volta das 18 horas. Quando a chuva terminou nos preparamos para a caminhada.
Apesar da placa informativa apontar que a dificuldade era alta, a trilha foi extremamente fácil. Todo o trajeto estava muito bem demarcado.
O único obstáculo era cruzar um rio. Na margem do rio havia uma sinalização indicando qual seria o nível de água seguro para cruzá-lo. Com a ajuda de uma régua instalada no curso de água, era possível ver que naquele dia o nível fluvial estava abaixo do nível crítico, então cruzamos com tranquilidade.

Caminhamos um pouco dentro de um bosque, e quando nos aproximamos da laguna caminhamos em um terreno pedregoso. Mas tudo bem tranquilo, pois a trilha estava em excelentes condições.
Chegamos próximos da Laguna de Los Témpanos. Era uma laguna bem bonita que tinha pedaços da geleira em toda sua extensão. O glaciar era bem impressionante, mas infelizmente não conseguimos apreciá-lo em toda sua extensão devido à presença de nuvens. O clima realmente havia melhorado, mas somente no Cerro Lorenzo havia nuvens.

Pelo menos o Cerro Hermoso estava completamente limpo.

Retornamos para os domos. Como o refúgio estava vazio aproveitamos a salamandra para esquentarmos água para tomarmos banho dentro do refúgio antigo.
Ao sair de meu banho, Peter retornava do rio Lácteo com a boa notícia de que o Cerro San Lorenzo estava aparecendo em sua totalidade. Com um atraso de duas horas, a previsão do tempo “acertou”. Em toda nossa estadia no Parque Nacional Perito Moreno, esta seria a segunda vez que vimos o Cerro San Lorenzo. A primeira vez foi quando estávamos no circuito Península. Que bom que o vimos.

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Dia 11: Domo Kris y Doug (1010 msnm) ➝ Refugio Gilberto (940 msnm)
| Distância Altitude mínima Altitude máxima |
12 km 940 metros 1090 metros |
Dia de retorno para o refúgio Gilberto pelo mesmo caminho que percorremos no 9° dia. Porém desta vez o clima estava melhor e conseguimos apreciar mais um pouco das montanhas nevadas que apareciam timidamente entre as nuvens.

O dia estava mais frio e não tive coragem de tomar banho. Chegamos no refúgio e não havia ninguém.

No final do dia, pela primeira vez no parque, dividimos o refúgio com dois desconhecidos: um colombiano e um ucraniano. Pelo menos eram muito simpáticos e dividiram conosco um pedaço de um delicioso salame argentino. O salame mais saboroso que eu já comi.
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Dia 12: Refugio Gilberto (940 msnm) ➝ Estacionamento Lácteo (940 msnm)
| Distância Altitude mínima Altitude máxima |
0,5 km 940 metros 940 metros |
Último dia no Parque Nacional Perito Moreno. O transporte da La Oriental atrasou uns 15 minutos. Chegamos a pensar que não viria… Mas no final deu tudo certo. Neste dia vimos alguns arcos-íris. Segundo a motorista é bem comum vê-los no Parque Nacional Perito Moreno.

Antes de sairmos do parque passamos no Centro Operativo Onelli para fazermos o check-out. Lá encontramos um homem desesperado pedindo carona para ir embora. Pelo que eu entendi, aquele era o segundo dia dele implorando por carona para tentar sair de lá. E não seria nosso carro lotado que o levaria também. Realmente a carona naquele lugar é muito escassa.
Nos despedimos do Parque Nacional Perito Moreno e paramos para uma última foto.

Seguimos pela Ruta Provincial 37 e depois pela Ruta Nacional 40 até Los Antiguos, parando somente em Bajo Caracoles para almoçarmos. Chegamos em Los Antiguos às 16h45min. E de lá continuamos nossa trip pela Patagônia Andina.
O Parque Nacional Perito Moreno irá deixar saudades em nossos corações💓. Foi muito lindo e divertido.
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Outras trilhas
Tivemos a oportunidade de explorarmos um pouco mais da província de Santa Cruz na Argentina, e aproveito para compartilhá-la com você. Abaixo os links de outras trilhas que percorremos:
- Lago Roca e Cerro Cristal
- Piedra del Fraile
- Laguna Toro
- Fitz Roy
- Loma del Pliegue Tumbado
- Laguna Torre
- Laguna Nimez
- Glaciar Perito Moreno
- Cruce Internacional Los Glaciares
- Parque Nacional Perito Moreno
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Outras fontes
Está fazendo uma pesquisa para sua viagem? Sempre é bom ler mais de uma fonte. Deixo abaixo alguns links que encontrei sobre esta caminhada.
- Site do Governo Argentino: Parques Nacionales
- Site do parque: Parque Nacional Perito Moreno
- Instagram do parque: @parquenacionalperitomoreno
- Relatos de Peter Tofte: Azara, Península Belgrano e Valle do Río Lácteo e Laguna de Los Témpanos.
- Vídeos de Emanuel Silveira: playlist Patagônia Selvagem
