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Introdução
O Parque Nacional Cerro Castillo está localizado na região de Aysén, na Patagônia chilena, e é um dos destinos mais impressionantes do sul do Chile para quem ama montanha e trilhas. O parque é dominado pelo Cerro Castillo, um maciço de picos agudos e escarpados que lembram as torres de um castelo — daí o nome. A paisagem é típica da Patagônia: lagunas de cor turquesa, glaciares, florestas de lenga, rios de degelo e vales amplos moldados pelo gelo e pelo vento.
Dentro do parque, a travessia Las Horquetas é uma travessia de vários dias que cruza o parque de um lado ao outro, passando por vales, montanhas e antigos caminhos de arrieros (tropeiros). O percurso conecta diferentes setores do parque e oferece uma experiência mais imersiva do que a trilha clássica até a Laguna Cerro Castillo.
Resumo
No primeiro quadrimestre de 2026 viajamos novamente pela Patagônia Andina. No 5º dia de nossa viagem fizemos nossa primeira pernada do ano no Chile, em uma estonteante travessia no Parque Nacional Cerro Castillo, conhecida como Travessia Las Horquetas.
Segue abaixo um resumo de nossa caminhada.
- País: Chile
- Regiões: Región Aysen
- Localidades: Coyhaique, Villa Cerro Castillo
- Início: Las Horquetas
- Fim: Villa Cerro Castillo
- Distância total: 61 km
- Duração: 5 dias
- Altitude mínima: 300 msnm (guarita Conaf Estero Parada)
- Altitude máxima: 1680 msnm (Morro Negro)
- Realizado em: janeiro de 2026
- Tracklog: Wikiloc
- Previsão do tempo: Windguru
- Mídias: Instagram
Você também poderá ver em breve nossa travessia em nosso canal do YouTube.
Clique aqui para voltar ao menu.A trilha
Segue abaixo o nosso percurso no mapa:
SENTIDO
Nós fizemos a trilha no sentido Leste (Las Horquetas) para Oeste (Estero Parada). Escolhemos este sentido por ter uma logística mais fácil, pois para chegar até o início da trilha em Las Horquetas, pegamos um ônibus saindo de Coyhaique, e terminamos a trilha caminhando até a Villa Cerro Castillo. Mas também é possível fazer a trilha no sentido oposto. Neste caso o término será em Las Horquetas e será necessário um transporte até a cidade mais próxima.
MODAL
O único modo de realizar esta travessia é caminhando. Todas as pernoites autorizadas devem ser nos acampamentos oficiais do parque, que conta somente com banheiros. Toda a comida e equipamentos necessários para a travessia devem ser levados na mochila. É possível contratar tours guiados, onde boa parte dos equipamentos são levados por porteadores. Vale observar que de todos os acampamentos que ficamos o acampamento Porteadores era o mais lotado, isso porque os lugares disponíveis para armar a barraca eram bem limitados.
TERRENO e SINALIZAÇÃO
Há alguma sinalização na trilha, e a navegação é tranquila já que as trilhas são bem demarcadas. Além disso havia muitas pessoas realizando a travessia. Vale observar que há muita água na região, e encontrar água não foi um problema durante a travessia.
ALTIMETRIA
A altitude variou de 300 msnm a 1644 msnm. Tivemos uma ascensão acumulada de 2600 metros e uma descida acumulada de 3100 metros. Há três subidas relevantes durante a travessia:
Paso Peñón
A subida ao Paso Peñón, a cerca de 1470 msnm, foi tranquila. É um passo de montanha que fica entre os acampamentos Rio Turbio e El Bosque. Foi um desnível de aproximadamente 460 metros por quase 3 km, o que resultou em uma subida média de 153 metros por km, ou seja, uma inclinação de 15,3%.
Cerro Negro
A subida ao Cerro Negro leva ao ponto mais alto do travessia a 1680 msnm, que fica entre a Laguna Cerro Castillo e o Acampamento Porteadores. A subida é em um terreno rochoso, em uma trilha bem demarcada. Em dias ensolarados e sem vento é uma subida tranquila. Porém em dias ventosos é recomendado que a subida seja realizada até o meio-dia, pois após este horário os ventos ficam mais intensos. Foi um desnível de aproximadamente 630 metros por aproximadamente 5,5 km, o que resultou em uma subida média de 114 metros por km, ou seja, 11,4% de inclinação. No sentido inverso para quem sai do acampamento Porteadores, a subida é bem mais empinada, de aproximadamente 830 metros de desnivel em 3,5 km (inclinação de 23,7%).
Laguna Duff
A subida até a Laguna Duff é um opcional altamente recomendável. A Laguna Duff está acima do acampamento Porteadores. A trilha até a laguna se dá em um bosque e em um terreno pedregoso. Foi um desnível de aproximadamente 590 metros por aproximadamente 6 km, o que resultou em uma subida tranquila de 98 metros por km (9,8% de inclinação).
OPCIONAIS
Laguna El Turbio

A Laguna El Turbio está localizada entre o acampamento Rio Turbio e o Paso Peñón. É um pequeno desvio, porém a trilha não está habilitada pelo Parque Nacional. Pelo que conversei com a guarda-parque em Las Horquetas, entendi que apesar da trilha não ter nenhuma manutenção, o seu acesso não estava proibido. Segundo a guarda-parque, quem quiser ir para a Laguna El Turbio irá por sua conta e risco.
Laguna do acampamento El Bosque

Do mesmo modo que a Laguna El Turbio, esta laguna que fica ao lado do acampamento El Bosque não está habilitada pelo Parque Nacional. Seu acesso também é bem curto e vale a pena, já que é facilmente encaixada na travessia.
Laguna Duff

Conforme comentei acima, a Laguna Duff é um opcional quase obrigatório da travessia. Nós levamos um dia a mais de comida para irmos até a Laguna Duff com calma, mas também é possível encaixá-la sem acrescentar dias a mais na travessia.
Sendero Laguna Cerro Castillo
O Sendero Laguna Cerro Castillo é uma opção de saída para quem não quiser atravessar o Morro Negro. Esta trilha é muito percorrida por turistas que não pretendem pernoitar no parque, já que viabiliza um bate-e-volta até a Laguna Cerro Castillo em uma jornada de um dia somente.
Clima
Melhor época para fazer trilha nesta região é no:
Verão patagônico (dezembro a março)
🌡️ Temperaturas menos extremas: geralmente entre 5 °C e 15 °C durante o dia ❄️ Menos neve nas trilhas, inclusive nos passos altos 🌞 Dias mais longos, o que dá mais margem de segurança nas caminhadasImportante considerar que em janeiro e fevereiro o clima é mais estável, mas ao mesmo tempo as trilhas estão mais lotadas.
E as outras estações?
Primavera (outubro–novembro) As trilhas começam a abrir, mas ainda pode haver neve e lama. O clima é mais instável, mas as paisagens são lindas.
Outono (abril) As paisagens são incríveis e há menos turistas. O frio aumenta rápido e nevascas podem fechar trilhas. A janela para trilhas é curta e imprevisível.
Inverno (maio a setembro) Não recomendado para trekking tradicional. Neve profunda, frio intenso e trilhas fechadas
NOSSA TRILHA EM JANEIRO
Nos dias que percorremos a Travessia Las Horquetas, em janeiro de 2026, tivemos dias incríveis de Sol e sem ventos. Foi simplesmente perfeito. Os dias estavam quentes e as noites eram bem agradáveis. Foi uma exceção. Conseguir uma janela de 5 dias consecutivos de Sol e sem ventos foi realmente excepcional.
Durante o verão que passamos naquela região o clima foi instável: chuva, neve, vento, sol, nuvens… tudo poderia acontecer em dois dias, mas mesmo assim predominou o Sol. Dois fatores que olhávamos no Windguru, antes de irmos para a trilha, eram a quantidade de chuva e a velocidade dos ventos. Chuva inferior a 1 mm foi ignorada por nós, e quando não tínhamos certeza se os locais de acampamentos eram abrigados, dávamos uma olhada mais carinhosa na velocidade dos ventos. Rajadas superiores a 30 km/h poderia significar rajadas bem mais velozes, pois percebemos que quando o Windguru indicava rajadas maiores que 30 km/h provavelmente passaríamos um bom perrengue.
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COMO CHEGAMOS
Começamos nossa viagem no aeroporto de Balmaceda, de onde fomos até a cidade mais próxima: Coyhaique. Em Coyhaique ficamos hospedados no El Camping, onde começamos a organizar nossa viagem. A primeira trilha escolhida foi travessia Las Horquetas do Parque Nacional Cerro Castillo. Para irmos até o início da trilha saímos às 8h30min de um domingo na rodoviária da cidade. Depois de 1 hora, o ônibus nos deixou no meio da Carretera Austral, em um local conhecido como Las Horquetas, onde havia um estacionamento, e onde começava a trilha.
COMO SAÍMOS
Terminamos na trilha na guarita da Conaf em Estero Parada. De lá é possível ir caminhando por 7 km em uma estrada de rípio até a Villa Cerro Castillo. Por sorte conseguimos uma carona que nos poupou 3 km de caminhada.
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Seguem alguns custos em pesos chilenos (CLP) e equivalentes em reais (BRL), conforme câmbio local e preço da época (janeiro de 2026):
- Hospedagem, diária individual em camping tanto em Coyhaique como na Villa Cerro Castillo: $CLP 10.000 ($BRL 63)
- Almoço, chorrillana para duas pessoas: $CLP 33.000 ($BRL 206)
- Mercado para 5 dias de trilha, individual: $CLP 63000 ($BRL 360) → média diária de $BRL 72/pessoa
- Ônibus, de Coyhaique a Las Horquetas, individual: $CLP 7000 ($BRL 44)
Cotação comercial em 19/01/2026: $USD 1,00 = $BRL 5,37 = $CLP 887,29
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Fizemos a caminhada em 4 noites e 5 dias, como segue:
- Las Horquetas → Camping El Turbio (16 km)
- Camping El Turbio → Laguna Glaciar Peñón → Camping El Bosque (14 km)
- Camping El Bosque ➝ Laguna 1200 msnm → Camping Los Porteadores (11 km)
- Camping Los Porteadores → Laguna Duff → Camping Los Porteadores (13 km)
- Camping Los Porteadores → Villa Cerro Castillo (7 km)
| Distância | 16 km |
Desde a Carretera Austral demos alguns passos, e passamos por um estacionamento onde se encontrava uma placa do Parque Nacional Cerro Castillo. Caminhamos um pouco e encontramos uma garita de guarda-parque. A guarda-parque nem olhou se tínhamos ticket do parque. Havíamos comprado a entrada do Parque pela internet antecipadamente pois vimos que alguns dias já estavam lotados. No final das contas nem precisava ter comprado antes. A guarda-parque nos informou que o ticket seria pago somente no final da travessia, na garita próxima da Villa Cerro Castillo. A guarda-parque também nos orientou sobre a trilha e sobretudo sobre a presença de ratos. A orientação era não deixar nada do lado de fora da barraca e manter o lugar o mais limpo possível.
Seguimos pela trilha caminhando pelo vale do rio Blanco e seus afluentes. Passamos alguns rios molhando os pés em uma água bem gelada. Pelo menos o dia estava radiante, céu azul sem nenhuma nuvem no céu. A vista para uma montanha rochosa nevada, que eu acredito ser o Cerro Castillo, foi presente em vários momentos.

Bonito dia de caminhada sem muita subida. Variando ora dentro de um bosque, ora fora do bosque. Encontramos várias pessoas na trilha.
Acampamos na área de acampamento do rio Turbio. Uma ampla área de acampamento protegida por árvores. Havia dois banheiros com bacia e descarga com água, e uma pia com torneira. A água da torneira não era limpa. Infelizmente descobrimos que nosso filtro de água foi danificado na viagem de avião. Ele foi despachado com uma mala e deve ter congelado no bagageiro. Como ele era usado, a umidade que estava no filtro fez com que as fibras congelassem e quebrassem, danificando o filtro. Descobrimos isso somente na trilha. Então começamos a tomar cuidado para coletar a água mais translúcida possível. Ramon acabou indo coletar água no último riacho que ele havia passado.
dia 2: Camping El Turbio (962 msnm) → Laguna El Turbio (1100 msnm) → Camping El Bosque (1070 msnm)| Distância | 14 km |
Saímos do acampamento e fizemos um desvio para a Laguna El Turbio, que também é reconhecida como Laguna Escondida ou Laguna Glaciar Peñón. Foi um desvio de 1.6 km sem complicações. Deixamos nossa mochila pendurada em uma árvore e fizemos um ataque rápido. Boa parte da caminhada foi em um terreno pedregoso.

A laguna é bem pequena, mas bonita com vista para o glaciar. Da laguna surge o rio Turbio. Valeu a pena.

Voltamos para pegarmos a mochila e fizemos um lanche. Continuamos na trilha pelo bosque sempre subindo. Saímos do bosque e seguimos sentido o passo de montanha Peñón (1470 msnm) em um terreno pedregoso. Passamos em vários riachos. A vista é muito bonita. O passo de montanha é comprido e caminhamos alguns trecho sobre neve. Ventava bem no passo.

Descemos o passo e na descida tivemos uma vista deslumbrante de picos dramáticas do Cerro Castillo e seus glaciares, com água escorrendo pelas paredes. Muito bonito. O dia estava lindo sem nenhuma nuvem no céu. Céu azulzinho.

Continuamos descendo pelo vale. Tivemos mais vistas de outras partes do Cerro Castillo e seus glaciares.

Cruzamos alguns afluentes do Estero El Bosque e subimos dentro do bosque até a área de acampamento. O acampamento El Bosque era menor que o anterior, mas tivemos sorte e acampamos em um lugar com mesa ao lado do rio.
dia 3: Camping El Bosque (1070 msnm) ➝ Laguna El Bosque (1200 msnm) → Camping Los Porteadores (878 msnm)| Distância | 11 km |
Acordamos e deixamos nossa barraca no camping para fazermos um ataque em uma laguna que ficava a 1 km do acampamento El Bosque. Trilha curta para uma laguna bonita com vista para um glaciar.

Voltamos para o acampamento, comemos um lanche, desmontamos nossa barraca e saímos. Fomos os penúltimo a sair, restava somente um grupo de turistas coreanos com seu guia.
Seguimos pelo bosque até chegarmos em uma queda d’água de um glaciar. A vista era muito bonita com as montanhas rochosas e glaciares despontando em todos os lugares.

Seguimos subindo até a Laguna Cerro Castillo, outro lugar lindíssimo, com um glaciar generoso abaixo do Cerro Castillo e desaguando na laguna. Subimos mais um pouco até um mirante. O mirante deve ser o lugar mais popular do parque. Havia várias pessoas que estavam na trilha em um esquema bate-volta desde Cerro Castillo somente para ver a Laguna. Não se decepcionaram. O dia estava lindíssimo, com pouquíssimas nuvens no céu e praticamente sem vento. A paisagem era deslumbrante cercada de glaciares e picos rochosos.

Seguimos subindo com vista para o Cerro Castillo e seu glaciar. Chegamos no ponto mais alto da travessia no Morro Negro. Também vimos a Villa Cerro Castillo, todo o vale do rio Ibáñez, a Carretera Austral, e várias montanhas nevadas no horizonte. Para nossa sorte não ventava nada.

Então seguimos para o trecho mais difícil do dia: descer uns 850 metros do Morro Negro. O terreno era bem pedregoso e inclinado. Acabei caindo duas vezes. Foi bem cansativo. Pelo menos tinha vista para o Cerro Palo.

Assim que chegamos no bosque alcançamos o acampamento Los Porteadores. O acampamento estava lotado, por pouco não conseguíamos um lugar para nossa barraca. O ideal seria seguirmos para o acampamento Neozelandes um pouco mais acima, mas estávamos bem cansados. Meus dedos dos pés estavam sensíveis de tanto descer o Morro Negro. Então ficamos por lá mesmo.
dia 4: Camping Los Porteadores (878 msnm) → Laguna Duff (1435 msnm) → Camping Los Porteadores (878 msnm)| Distância | 13 km |
Acordamos com muita preguiça às 6 horas. Tomamos café da manhã, desinflamos nossos isolantes, penduramos nossa comida no bastão de caminhada que sustenta nossa barraca e seguimos para a Laguna Duff. Nosso plano era deixarmos nossa barraca no mesmo lugar na noite anterior e fazermos um bate-volta até a Laguna Duff.
A subida até a Laguna começa dentro do bosque em uma trilha bem fácil e com uma suave inclinação. Depois de 3,5 km passamos pelo acampamento Neozelandes, que ao contrário de Los Porteadores estava vazio e era amplo. Saímos do bosque e começamos a caminhar em um terreno pedregoso. A inclinação ficou mais acentuada e o cansaço começou a bater, mas para compensar a vista estava linda. O Cerro Palo, ao nosso lado esquerdo, e o Cerro Castillo no lado direito, nos acompanharam até a Laguna Duff.

A Laguna Duff é belíssima com o glaciar e Cerro Nudo Orográfico acima e a Punta Duff despontando a noroeste. O céu estava super limpo e isso rendeu boas fotos. Mais um lindo lugar do Parque Nacional Cerro Castillo.

Depois de refrescar nossos olhos com tanta beleza, retornamos pelo mesmo caminho que viemos. Chegamos cedo. O dia estava quente. Aproveitei e tomei um banho de garrafinha com direito a lavagem de meus cabelos. Foi ótimo.
dia 5: Camping Los Porteadores (878 msnm) → Villa Cerro Castillo (350 msnm)| Distância | 7 km |
Acordamos tranquilamente sem pressa. Saímos do acampamento e descemos até a portaria Estero Parada do parque. O dia estava parcialmente nublado, mas mesmo assim sem chuva. Ainda estava um bom dia para caminhar. Atrás as montanhas nevadas ainda apareciam e na frente o vale do rio Ibáñez surgia. Foi uma descida tranquila e rápida. Na portaria do parque nossos QR Codes referentes ao pagamento das entradas do Parque foram conferidos pela primeira vez. Próximo da portaria havia dois campings privados.
Seguimos pela estrada de rípio até a Villa Cerro Castillo. Por sorte, quando ainda faltavam uns 4 km conseguimos uma carona, que nos deixou no vilarejo, onde acampamos.
Clique aqui para voltar ao menu.Observações
- Apesar do site oficial do parque informar que a capacidade máxima para a travessia Las Horquetas é de 40 pessoas e recomendar a compra da entrada com antecedência, na prática isso não foi necessário para quem iniciou em Las Horquetas. Como em Las Horquetas não havia sinal de internet, não tinha como a guarda-parque conferir as entradas. Nossos tickets só foram conferidos no final da travessia, onde havia internet.
Também vale salientar o óbvio:
- Cada um tem que se auto-avaliar para entender se tem condições físicas, psicológicas e técnicas para se enfiar na natureza. O que é fácil e divertido para alguns, pode ser um grande desafio para outros.
- Nosso tracklog não é um caminho oficial, e pode não ser a melhor alternativa para este trajeto. Aconselho buscar outras fontes e tentar ir para qualquer trilha com pelo menos 3 tracklogs de autores distintos. Caso encontre um terreno duvidoso, é melhor seguir onde a maioria foi.
- Tenha em mente que o caminho que percorremos pode ser alterado conforme os anos. Árvores podem cair, morros desmoronar, acessos serem restringidos pelo governo ou por proprietários de terra. Pesquise antes de ir.
Outras travessias
Esta trilha faz parte da Greater Patagonian Trail. A Greater Pataganion Trail, ou GPT para os íntimos, é um percurso não oficial de quase 5000 km, que começa em Santiago do Chile, atravessa toda a Patagônia, e se estende até às ilhas Tierra del Fuego e Navarino. Para quem nunca ouviu falar e gosta de trilhas de longa distância, recomendo fortemente pesquisar a GPT no site do Wikiexplora. É diversão garantida para muitos verões!
Tivemos a oportunidade de explorarmos um pouco mais da GPT, e aproveito para compartilhá-la com você. Abaixo os links de outros trechos de algumas partes e/ou acessos que percorremos da GPT:
- GPT06 – Descabezado Grande
- GPT08 – Volcan Chillan
- GPT14 – Volcan Sollipulli
- GPT15 – Curarrehue
- GPT16 – Volcan Quetrupillan
- GPT17H – Liquine
- GPT19 – Volcan Puyehue
- GPT21 – Lago Todos Los Santos
- GPT22 – Cochamo
- GPT23 – PN Lago Puelo
- GPT24H – PN Los Alerces Tierra
- GPT25H – Aldea Escolar
- GPT32 – Cerro Castillo
- GPT33H – Torres de Avellano
- GPT35 – Parque Patagonia
- GPT36H – Ruta De Los Pioneros
- GPT37P – Lago O’Higgins
- GPT39 – Monte Fitz Roy
- GPT45 – Torres Del Paine
- GPT50 – Cabo Froward
- GPT69 – Ushuaia
- GPT67 – Dientes de Navarino
Outras fontes
Está fazendo uma pesquisa para sua viagem? Sempre é bom ler mais de uma fonte. Deixo abaixo alguns links que encontrei sobre esta caminhada.
- Parque Nacional Cerro Castillo: site oficial do parque
Ajude
Doe! Não para mim, mas para quem está precisando. Indico aqui um Centro Beneficente da minha cidade. A minha mãe acompanha o trabalho deste centro, e por isso eu confio:
Chave PIX da Casa de Lucas: 74.333.816/0001-73
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