Argentina, Río Negro

OTTO MEILING e PASO DE LAS NUBES – indo embora de Pampa Linda

Depois de conhecermos o refúgio Viejo do Cerro Tronador, em nosso terceiro mês de nossa Exploração Argentina 18/19, fomos conhecer o refúgio mais novo desta montanha: o refúgio Otto Meiling. E em seguida, partimos para o Paso de las Nubes, rumo à Bariloche.

O refúgio Otto Meiling fica a quase 2000 metros de altitude, 300 metros a menos que o refúgio Viejo Tronador e do lado argentino da montanha. E pertence ao Parque Nacional Nahuel Huapi.

O Parque Nacional Nahuel Huapi está localizado a noroeste da Patagônia. Os 710.000 hectares que compõem seu território estão localizados nas províncias Neuquén e Río Negro, e em cidades como San Carlos de Bariloche, Dina Huapi, Villa Traful e Villa La Angostura.

Como chegamos

Chegamos em Pampa Linda por uma bela travessia de 6 dias, atravessando montanhas e lagoas, desde Colonia Suiza.

Pampa Linda é um pequeno vilarejo e encontramos 4 hospedagens: um hotel quase luxuoso, um albergue, um camping organizado e um camping agreste. Todos um ao lado do outro. Refeições são servidas no hotel, no albergue e no camping organizado.

Optamos por ficar no camping organizado Los Vuriloches.

Resumo do trekking

  • País: Argentina
  • Cidade: Bariloche
  • Início: Pampa Linda
  • Fim: Bariloche
  • Distância total: 41 km de trilha
  • Duração: 3 dias
  • Subida acumulada: 2490 metros
  • Descida acumulada: 2560 metros
  • Altitude máxima: 1900 metros
  • Mapa da trilha: Wikiloc
  • Período do trekking: meados de fevereiro de 2019
  • Dificuldade: Moderada

Roteiro

Fizemos o trekking em 2 noites e 3 dias, como segue:

  1. Pampa Linda ao refúgio Otto Meiling
  2. refúgio Otto Meiling ao camping Rio Alerce
  3. camping Rio Alerce ao Lago Frías

Dia 1: Pampa Linda – refúgio Otto Meiling

Total percorrido
Tempo sem paradas
Subida
Descida
Altitude máxima
Dificuldade
12 km
4h15min
1250 metros
220 metros
1900 metros
Leve Moderada

Segue a elevação do dia 1.

dia 1

Demos adeus à Pampa Linda. Com as mochilas carregadas, partimos para o refúgio Otto Meiling.

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O caminho se inicia ao lado da casa do guarda parque, e segue por um bom trecho em uma estrada de terra. Seguimos subindo, sempre protegidos pelas sombras de árvores.

No caminho cruzamos pelo rio formado pelo degelo do glaciar Castaño Overa. Um senhor francês, turista de 1 dia, perdido, nos pediu ajuda para chegar até o mirante deste glaciar. Entre mímicas e algumas palavras soltas em inglês e espanhol, nos entendemos e o deixamos no início da trilha até o mirante.

Nós seguimos pela estrada de terra e seus atalhos. Sempre subindo até que a estrada vira uma trilha. Neste ponto vimos um carro estacionado, o único carro que vimos. Não sei como ele chegou até ali, provavelmente a estrada não está aberta ao público.

Depois da estrada, seguimos na trilha até chegar em um trecho chamado de caracoles, onde um ziguezague tenta amenizar a inclinação. No final do caracoles, há um equipamento que acreditamos que seja algum medidor meteorológico.

A subida continua, agora com paisagens mais à vista e o bosque sendo deixado para trás. À esquerda, uma bela paisagem do glaciar Castaño Overa e suas quedas d’água.

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Começamos a subir em um terreno pedregoso até chegarmos no refúgio Otto Meiling, que fica bem no meio de dois glaciares, com o cume do Cerro Tronador atrás. Bela vista das montanhas e da laguna Ilón.

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Foi a melhor estrutura de refúgio que conhecemos até então e com a melhor cozinha. Nos arrependemos muito de não termos jantado, quando vimos as refeições serem servidas, principalmente o prato de Lomo com legumes ($700). Pelo menos comi sobremesa ($ 250), panqueca de doce de leite e geleia de framboesa.

A área do refúgio Otto venta infinitamente menos que o refúgio Viejo Tronador, mas mesmo assim entrou muita terra dentro da barraca durante à noite, incomodando nosso sono. Recomendamos molhar a área ao redor da barraca antes de dormir.

Se quiser assistir como foi a trilha, veja em nosso canal do YouTube:


Dia 2: refúgio Otto Meiling – camping Rio Alerce

Total percorrido
Tempo sem paradas
Subida
Descida
Altitude máxima
Dificuldade
13 km
4 horas
320 metros
1210 metros
1900 metros
Moderada

Segue a elevação do dia 2.

dia 2

Também passamos por:

  • rio Alerce

Aproveitamos a manhã para apreciar o amanhecer e explorar um pouco os arredores do refúgio Otto Meiling, tirando fotos dos glaciares Castaño Overa e Alerce, do cume do Cerro Tronador, do vale, Pampa Linda, laguna Illón e as demais montanhas no horizonte.

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Pagamos o refúgio Otto e voltamos pelo mesmo caminho de ontem, até a intersecção que aponta para o Paso de Las Nubes.

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Continuamos na estrada de terra, até encontrarmos o rio Alerce, onde inicia uma trilha, sempre dentro do bosque, margeando o rio Alerce. Seguimos até chegarmos no camping selvagem do rio Alerce, que fica ao lado da trilha, perto de uma cachoeira que dá origem ao rio. Como dormimos mal na noite anterior, e já passavam das 17 horas, ficamos neste camping neste dia. O inusitado foi um turista aparecer minutos antes de anoitecer perguntando a direção do Paso de Las Nubes. Cada perdido que surge…

Se quiser assistir como foi a trilha, veja em nosso canal do YouTube:


Dia 3: camping Rio Alerce – Lago Frías

Total percorrido
Tempo sem paradas
Subida
Descida
Altitude máxima
Dificuldade
16 km
5h30min
910 metros
1120 metros
1430 metros
Moderada Pesada

Segue a elevação do dia 3.

dia 3

Também passamos por:

  • Paso de Las Nubes
  • refúgio Agostino Rocca

Depois de uma noite solitária, abrigada e tranquila no camping selvagem Rio Alerce, acordamos cedo e seguimos a trilha dentro do bosque, margeando o rio.

Logo nos distanciamos do rio e começamos uma subida até o Paso de Las Nubes.

O Paso tem um espaço muito pequeno, onde o refúgio Agostino Rocca se acomodou. Me pergunto se árvores foram derrubadas para essa construção.

O refúgio foi recém-construído, e tinha excelentes acomodações e estrutura. Oferecia refeições, beliches e ducha quente. Em sua varanda tivemos o privilégio de apreciar o glaciar Frías do Cerro Tronador.

Deixamos o refúgio, descemos para o vale e uma bela vista surgiu novamente.

No vale, seguimos rumo ao lago Frías. Vários barcos fazem um passeio lacustre de turistas que chegam do Chile por uma estrada até o Puerto Frías. O barco atravessa o lago Frías até o outro lado, onde um ônibus nos espera em Puerto Alegre, para nos levar até Puerto Blest, no lago Nahuel Huapi. Ficamos uma hora esperando a próxima embarcação e seguimos pelo lago até o Puerto Pañuelo, onde fomos de ônibus coletivo ao centro de Bariloche.

Se quiser assistir como foi a trilha, veja em nosso canal do YouTube:


Dicas

  • Comece a trilha o mais cedo possível, para evitar o forte Sol.
  • Antes de dezembro e depois de maio, é importante passar no guarda parque para saber como estão as condições da trilha, principalmente sobre a neve.
  • melhor época é de janeiro à abril, quando o verão derreteu o excesso da neve, tornando a caminhada mais agradável. Vale observar, que janeiro é altíssima temporada e as cidades estarão lotadas e caras. Em abril, haverá a oportunidade de apreciar as cores do outono chegando, mas será um mês mais frio para se banhar nos lagos e rios.
  • É obrigatório o registro para fazer as trilhas no Parque Nacional Nahuel Huapi, apesar de não percebemos nenhum controle e fiscalização. O registro é fácil e rápido, e pode ser feito online ou no guarda parque.

Custos

Até este momento de nossa Exploração Argentina 18/19, gastamos uma média individual de R$ 83 por dia.

Seguem alguns custos em pesos argentinos (ARS) e equivalentes em reais (BRL), conforme o câmbio que fizemos.

  • Camping Los Vuriloches, em Pampa Linda, diária individual: $ARS 350 ($BRL 36)
  • Camping Otto Meiling, em Pampa Linda, diária individual: $ARS 300 ($BRL 31)
  • Sobremesa, no refúgio Otto Meiling: $ARS 250 ($BRL 25)

Cotação comercial em 8/1/2019:
$USD 1,00 = $BRL 3,72 = $ARS 37,29

Dados sabáticos

2466 km trilhados
60 cidades
4 países
1 ano e 8 meses

Quer mais?

Nós, Paula Yamamura e Ramon Quevedo, estamos curtindo uma vida sabática desde 2017, focando no que mais gostamos de fazer: viajar trilhando.

Nos acompanhe também em:

 

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